foto do site oficial do clube
“Esse texto homenageia pessoas que direta ou indiretamente conquistaram, choraram, rezaram, vibraram e trabalharam pelo título”
Olha a alegria que você deu a tanta gente Jec! Gente como a gente, que viveu momentos de glória, que passou por um longo período de tristezas e de chacotas. Gente como o Walmor Fávero, Leonardo Cordova, Nelson Merkle, Mário Klein, Beto advogado, Beto (o do Bar), o Ângelo, o Daniel David e outros tantos milhares que não tenho como citar, que nunca abandonaram este clube e sempre estiveram presentes nos jogos do tricolor, torcendo, vibrando e muitas vezes chorando. Gente que faz muito por este clube apenas pelo simples fato de amá-lo, gente como o “gigante” Karpanno, o Messias, o Jeffito, o Adilson Elias, o pessoal do Natal solidário, a galera da União Tricolor, da Independente, isso pra não falar na imensa nação de anônimos que deixam suas marcar por este clube e ninguém fica sabendo. O estigma do hino tricolor quando fala que “nasceu campeão”, uma paixão que nasce com o indivíduo, cresce com o passar dos anos, chega a um êxtase quando a equipe entra em campo, quando faz um gol ou ganha um título, que corre o mundo atrás do time, que larga tudo por um amor verdadeiro.
Lembro também de momentos de glória do Joinville imortalizados em vozes do rádio joinvilense (rádio é uma das minhas paixões) que gostaria de citar. Narrações marcantes de Lourival Budal, Ismael Pieper, Wilson França (imortalizou o “nosso, nosso, nosso”) e Ney Botto Guimarães. Reportagens eloquentes de Ricardo Passos, Ademar José, Luis Fossile e Luiz Carlos Carvalho. Dos comentários do Marco Antônio, do Weber, do Gonzaga Agra e Jorge Silva. Época romântica do rádio onde por muitas vezes era a única forma de sabermos algo sobre o Joinville. Hoje a nova geração chega para deixar também sua marca com os novos “meninos” Gabriel Fronzi, Hassan Farias, Dudu Martins e outros. Muitos outros nomes aqui não citados (me perdoem a mémoria) transmitiram uma emoção que só um clube como o Joinville, envolvido numa aura transcendental, poderia trazer. Com certeza todo esse povo está muito feliz.
E o time campeão brasileiro da série C?
Houve uma mística neste título, como se algo meio mágico meio espiritual envolvesse esse grupo de jogadores. Ao que parece Ivan encarnou características de ídolos como Raul Bosse, Borrachinha, Marcão, Walter e Barbirotto. Eduardo e Gilton se inspiraram em alfinete, Jacenir, Zé Carlos, Ladinho e Rocha. Renato Santos, Pedro Paulo, Fabiano Silva e Lino buscaram energia em Vagner Bacharel, Leandro, Léo, Adilson e Adilço. Glaydson e Mateus reviveram Jorge Luiz Carneiro, Piava, Ricardo e Júnior (o Dorival). Jailton, Ricardinho e Ramon receberam bênçãos dos maiores meias que já desfilaram no futebol catarinense: Nardela, Barbieri, Moreno, Fontan, Lico, João Carlos Maringá e Pingo. E o que dizer de Lima, Bruno Rangel, Capixaba e Aldair? Claro que uma luz vindo de Wagner, Paulo Egídio, Ademir Padilha, Zé Carlos Paulista, Geraldo Pereira, Britinho, Ratinho, Marcos Paulo e Paulinho brilhou intensamente em seus pés.Sobre Arturzinho posso afirmar que na história já está em pé de igualdade a Diede Lameiro, Velha, Alcino Simas, Arthur Neto, José Francisco, Rui Guimarães entre tantos. Uma verdadeira constelação de craques e técnicos do passado e do presente que estarão para sempre na memória do torcedor do Joinville.
Quanto ao jogo final tenho que dizer que se fez justiça ao melhor time do campeonato, a equipe mais bem ajustada, ao melhor ataque, ao melhor técnico, ao artilheiro da competição e na somatória dos dois jogos finais um placar de 7 x 1 (3 x 1 lá e 4 x 0 aqui). Precisa dizer mais alguma coisa?
Comemore torcedor, você mais que ninguém sabe o quanto este título foi desejado.
Parabéns Joinville Esporte Clube, campeão brasileiro da série C 2011!!!!!!!!!!!!