Arturzinho fez a diferença
Foto: Site Oficial do JEC
O aproveitamento do JEC no ano de 2011 foi o 7º melhor em seus 35 anos de história, com 59,57% dos pontos conquistados.
Começo com Leandro Machado
O ano começou com Leandro Machado, trazendo a desconfiança que depois da eliminação da Série D para o América de Manaus.
E o primeiro jogo do ano era contra o Brusque que até então assombrava o JEC, depois de ganhar dois títulos da Copa SC (2008 e 2010) em cima do tricolor. A de 2010 com um gosto ainda amargo, pois valia vaga na Copa do Brasil. E o JEC começou mal, saiu perdendo e com um gol iluminado de Aldair – que estaria ainda mais iluminado no final do ano – e outro de Ramon, conseguiram uma apertada vitória de virada. A vitória com futebol ruim foi percebido pela torcida, já que esta partida foi a de maior público do JEC no Catarinense de 2011 (7.567 pagantes). Isso mesmo, nem nos jogos contra seus principais rivais o JEC conseguiu atrair tanto público.
A saga de Leandro Machado continuou, mas não por muito tempo, com goleada sofrida para o Figueirense no Scarpelli e derrota em casa para o recém-promovido Marcílio Dias foram suficientes para demiti-lo, deixando-o com apenas 33,33% de aproveitamento em 2011.
Chega Giba
Chegou Giba, com uma vitória histórica contra o Concórdia, depois de sair perdendo de 3x0 no primeiro tempo, virou o jogo para 6x3 na casa do adversário. E o JEC caminhou bem até a última rodada do 1º turno do Catarinense. Jogando em casa, já classificado, buscava garantir a 1ª colocação. Mas o já eliminado Metropolitano aplicou 4x1 em plena Arena Joinville. Depois a eliminação para o Figueirense no Scarpelli nem surpreendeu a torcida.
No returno o JEC sofreu apenas uma derrota, mas o futebol não agradava, e mesmo com o 4x0 contra o Avaí, os insistentes discursos do treinador de que o time jogava melhor a cada partida, não convenciam a torcida.
Veio à eliminação no returno diante a Chapecoense, mas Giba ficou para a Copa SC e, mesmo tendo 1 mês entre a eliminação no Catarinense e o início da Copa SC, Giba não conseguiu fazer o time jogar bem, alcançando 5 partidas sem vencer. E justamente quando veio a vitória, veio à demissão do técnico, após o sofrível 2x1 contra o fraco Metropolitano. Giba encerrou seu trabalho no JEC, com apenas 46,03% de aproveitamento.
Arturzinho fez a diferença
Era a vez de o desconhecido Arturzinho mostrar seu trabalho, que foi de pronto criticado, por utilizar sistema 3-5-2 nos primeiros treinos. Começou com um modesto empate diante o Concórdia, mas aí iniciava a marca de 9 partidas sem perder. Venceu o algoz Brusque na final, com um 6x1 na soma das partidas. O título deu esperança para a torcida que ainda não confiava no time.
E o JEC começou bem na Série C, empatava fora e ganhava em casa. Mas a derrota de 4x2 para o Caxias trouxe à tona a maldição da Arena e certa desconfiança no trabalho do treinador, logo quando as coisas pareciam se encaminhar para uma classificação antecipada para a 2ª fase. Surgiram então algumas desconfianças em cima do time, já que embora não havia perdido, e em 3 partidas fora de casa, empatou as 3, deixara escapar boas chances de vitória. E aquele ponto, aquelas vitórias pareciam que fariam muita falta, já que pela frente teria um jogo contra a Chapecoense fora de casa, até então o melhor time do grupo D. Somar um ponto já seria muito importante, mas o JEC trouxe a vitória, e fechou a primeira fase com goleada de 5x2 sobre o Brasil de Pelotas, deixando o trauma da Arena cada vez mais distante.
Na segunda fase levou na mesma batida, e com um duplo 4x1 contra o Brasiliense conquistou o acesso. E quando parecia que o ano já estava ganho para a torcida que tanto sonhou com o retorno à Série B, o time continuava na batida das vitórias. Uma virada impressionante, com um jogador a menos, e com defesa de pênalti do criticado Max, veio o 3x2, e a classificação para a final. Na final, o JEC começou bem contra o CRB e com 23 minutos já fazia 2x0. Mas tirou o pé, o CRB diminuiu e por pouco não empatou. No lance seguinte Aldair – iluminado desde a primeira partida da temporada – fez praticamente o gol do título, já que deu tranquilidade para o JEC segurar o CRB no primeiro tempo e depois ao natural chegar ao 4x0 na segunda partida da final, fazendo 7x1 na soma.
No aproveitamento o JEC foi bem, graças à equilibrada que Arturzinho deu às fracas passagens de Leandro Machado e Giba. Com 11 vitórias, 4 empates e 1 derrota, deixou o JEC com 77,08% de aproveitamento.
Muito mais do que o bom aproveitamento de pontos deixou o JEC com 1 título da Copa SC, o acesso à Série B e o inédito título de Campeão Brasileiro.
Para o Luiz Gonzaga Miliolli que continua o trabalho, tem o desafio de aumentar a marca de 10 partidas invictas e 12 partidas sem perder jogando fora de casa, para buscar o título catarinense que não passa pelas mãos do JEC há uma década.