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Renato Mafioleti é formado em Odontologia pela UFSC e cursa Medicina na UNESC. O colunista comenta sobre o Criciúma.

renato@futebolsc.com / Twitter @renatomafioleti


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14/02/2012 às 18:59:00

A queda de Goiano


Após o presidente Antenor confirmar o treinador até o final do Brasileiro, MG foi mais um a passar o tão rodado cargo do Criciúma. A queda já era esperada por todos, negada pela direção e recebida com alívio por todos os torcedores.

O fato é que Márcio Goiano teve uma das piores estatísticas do Criciúma, perdendo até para Guto Ferreira e Mauro Fernandes. Teve de início um trabalho a ser respeitado, colocando o Tigre na briga para subir para a Série A. Porém, após as chances matemáticas de classificação esvaírem-se, iniciou um período de testes e acabou perdendo a maioria dos jogos, criando um pouco de antipatia com a imprensa.

Em 2012 fez uma campanha irreconhecível se comparada com a sua no Figueira em 2011. O Criciúma não tinha um padrão de jogo, um meio completamente desorganizado e uma zaga que batia cabeça a todo tempo. Tudo bem que Goiano não tinha um plantel de qualidade como o do Figueira em 2011, mas treinar com um time e jogar com outro é algo completamente fora do normal.

Contra o JEC ultrapassou os limites. Após colocar o pessoal da base numa fogueira no Scarpeli, não manteve o time que melhor rendeu até agora no campeonato. Preferiu os improdutivos Tiago Dutra e Itaqui, sendo que Fabinho Capixaba dispensa comentários. Mexeu mal, escalou mal e reagiu mal quando estava em desvantagem. Acontece que Goiano usou Henik para anular o Ramon, deixando Itaqui e Dutra como proteção. O coitado do Gava ficou sozinho armando as jogadas para Zé Carlos e Valdo, que voltava muito para buscar o jogo e acabava ficando longe da área. Obviamente que ao trocar Gava por Lucca não obteve resultado, pois ambos não tinham com quem jogar. Aí pode tirar volante, zagueiro ou seja lá o que for para colocar um centroavante, se a bola não chegar não vai adiantar nada.

Além de tudo, aquele capitão que costumávamos ver em campo não era nem de longe o mesmo como treinador. Um cara calmo, pacífico até demais, ao ponto de ficar escorado no banco de reservas ao assistir sua equipe tomar uma surra do JEC com um homem a menos em pleno HH.

O que teria acontecido com MG? Mesmo perdendo o título do primeiro turno no Catarinense do ano passado para o Tigre, fez uma campanha invejável. Naquela época teve alguma indisposição com Uram, atual parceiro do Figueirense. Será que a aproximação do empresário com o Tigre contribuiu para algo?

Independente da resposta, creio que foi uma decisão acertada. Agora é ter calma e pensar muito bem para não errar como ano passado. E então, quem será a possível próxima vítima?



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